quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bola de futsal: da serragem ao Polímero

EVOLUÇÃO: A redondinha pesada e que quicava deu lugar a maciez e jogabilidade

Pablo Menin

Sem querer fazer propaganda, a Penalty – empresa brasileira de confecção e distribuição de materiais esportivos -, está dominando o mercado do futsal no brasil. A Max 1000, bola oficial da Liga Nacional de Futsal é fabricada por ela . Contém oito gomos, tecnologia exclusiva TermoTec, confeccionada com PU ultra 100% e pesa de 410 a 430 gramas.

Com número menor de gomos, a bola fica mais veloz deixando o jogo corrido. A tecnologia TermoTec evita que água entre na bola aumentando sua durabilidade, porém nunca vi ninguém jogar futsal na chuva, acreditarei que é por causa do suor. E o PU ultra, ou seja, uma cadeia de polímeros, mesmo material utilizado nos preservativos, torna a bola mais elástica e resistente aumentando sua maciez e absorção de impactos. Essa bola só falta falar, é sensacional!

A Topper, outra empresa brasileira de confecção e distribuição de materiais esportivos, vem logo atrás da penalty, porém com menor expressão no futsal. Também tem sua bola de futsal, a TRG Futsal C/C. Revestida com PU e PVC, essa bola também tem extrema tecnologia para deixá-la macia e adaptável para cada jogador. Mas eu continuo preferindo a da Penalty, por ter mais tecnologia e ser aprovada pela FIFA.
Goleiros e jogadores de linha não têm do que reclamar das bolas de hoje, pois eles não jogam mais com aquelas costuradas a mão, cheia de gomos, pesada e que ardia onde pegasse. E também tem que agradecer, pois a bola de antigamente, até podia matar uma pessoa, com uma bolada no peito, de tão pesada. Mas hoje, não temos mais casos relacionados a esse tipo.

Outra referência da qualidade da bola da Penalty está nas quadras de alugueis ou clubes. Sempre tem uma bola da Penalty, a Max 500, um pouco menor do que a Max 1000, porém não deixa a desejar na tecnologia. E fato curioso, é que elas de tão velhas, chegam perder a cor e ficam ou esbranquiçadas ou pretas de sujeira, mas não estragam facilmente e nem deformam.

Desde a primeira bola feita de crina de vegetal e serragem até a que temos hoje, a tecnologia tem suma importância. Foi através dela, que se permitiu tornar a bola mais leve, sem fazê-la quicar, mais macia, sem perder a força na hora do chute, mais resistente, sem deixa-la dura e mais rápida, sem acrescentar peso.

Já para as empresas internacionais, como Adidas, Nike e Puma, eu não senti diferença com ambas as bolas citadas. Além de ter um custo maior, a tecnologia aplicada em todas é muito parecida, por isso é difícil dizer qual é a melhor. Mas mesmo assim meu voto vai para a brasileira Max 1000, da Pentalty, que além de ser a bola da Liga Nacional de Futsal do Brasil, está presente na Liga Canadense, Espanhola, Gaúcha (Brasil) e Catarinense (Brasil).

Um comentário: